Mercadorias apreendidas geram renda e alimentam famílias

Um total de 255 caixas e 63 sacos de frutas, 12 caixas de legumes e verduras, 200 quilos de garrafas de vidro e 38 quilos de latas de alumínio. Quantidades que impressionam, mas que vão além dos números.

Produtos apreendidos em ações fiscais do DFPM (Departamento de Fiscalização de Posturas Municipais) têm gerado renda e contribuído na alimentação de famílias em São José dos Campos (SP) em meio às dificuldades acarretadas pela pandemia do coronavírus.

Mário e Bete com doações de mercadorias apreendidas pelo DFPM, que vão gerar renda para suas famílias após reciclagem – Foto: Divulgação

As frutas, verduras e legumes são doados para entidades sociais e para o Fundo Social de Solidariedade, que faz a distribuição. Já os alimentos sem prazo de validade ou com procedência duvidosa são destruídos.

Em outra ação de inclusão social, as garrafas de vidro e latas de alumínio confiscadas durante fluxos de funk e festas clandestinas com aglomerações são encaminhadas para o Centro de Triagem da Urbam (Urbanizadora Municipal S/A), onde são recicladas pelas três cooperativas que atuam na cidade e viram renda para as famílias de 100 cooperados.

As bebidas contidas nas garrafas e latas são descartadas de forma ambientalmente correta.

Ajuda ao próximo

Representantes de entidades sociais beneficiados elogiaram a iniciativa da Prefeitura.

“Sempre recebemos doações da Prefeitura e elas são muito úteis para nossa entidade, ainda mais agora com a pandemia. São um complemento importante para a alimentação das crianças e adolescentes que atendemos”, afirmou a presidente da Obra Social e Assistencial Padre Bonafé, Ana Lúcia Bonafé.

A entidade social, que funciona no Jardim Ismênia, na zona leste, oferece aulas de informática e oficinas diversas para 80 crianças e adolescentes.

Frutas abastecem estoques de entidades sociais

Renda extra

Cooperados também destacaram a importância das doações para complemento das rendas de suas famílias.

“Para nós, estas doações são de grande valia. É um material pré-triado, limpo, fácil de reciclar e que ajuda a complementar nossa renda”, disse o presidente da CooperAlfa Mário Roberto dos Reis Quirino, que tem 45 anos.

“Tudo que recebemos nos ajuda bastante, principalmente em meio à pandemia, onde a renda acaba sendo reduzida”, afirmou a presidente da Cooperativa Futura, Elizabete Maria Rocha, que tem 60 anos.

Em São José, as mercadorias apreendidas têm destinação correta. Representam reciclagem com qualidade e sustentabilidade ambiental, ajuda ao próximo, inclusão social e geração de renda.

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