Decolar oferece oficinas diferenciadas de confeitaria e moda

Criatividade, Habilidades e Expressão; Ciências, Investigação e Tecnologia; Comunicação; Organização e Humanidades são áreas abordadas pelo programa Decolar da rede de ensino municipal com alunos do 6º ao 9º ano.

Os estudantes que fazem parte do Decolar escolhem as atividades conforme seus interesses e, orientados por professores e voluntários, fazem um plano individual de trabalho para o contraturno escolar.

Algumas oficinas se destacam pela variedade, como confeitaria e Moda, em parceria com instituições como o Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura e a Univap (Universidade do Vale do Paraíba). 

Confeitaria

A cozinha do Fundo Social de Solidariedade no Campo dos Alemães virou sala de aula anteontem (11) para um grupo de seis estudantes do Decolar aprenderem sobre confeitaria, acompanhados pela professora Suellen Ramos Guedes, e pela voluntária Ana Cláudia Silva, confeiteira há 30 anos. 

Além da confeitaria, os alunos participam de grupos para aprofundar os conhecimentos em Matemática, Inglês, Francês e outras áreas. Mas, na cozinha, a experiência tem tido um gosto especial.

“A minha família tem uma tradição de fazer bolos em aniversários, a gente gosta muito. Amo cozinhar, pego receitas na internet e faço receitas da minha vó. Levei um bolo de cenoura na festa que teve na escola e todo mundo gostou, era receita da bisavó”, diz Maria Clara Oliveira Lima, 11 anos, do 6º ano da EMEFI Profª Mercedes Carnevalli Klein, no Jardim Satélite.

Carlos Eduardo de Sousa Dias, 12 anos, do 7º ano da Emefi Dom Pedro de Alcântara, no Campos dos Alemães, também é conhecido na escola e pela família pelos bolos que prepara. “Sempre gostei de cozinhar e ajudo minha mãe a fazer bolos. Me interesso por gastronomia, quando a gente faz algo para as pessoas comerem precisa ter respeito, cuidado e amor”, comenta. 

A receita desta quarta foi bolo de fubá com cobertura de goiabada, a cada semana, os alunos irão testar e aprender novas receitas durante as oficinas. “No Decolar eles têm a oportunidade de escolher aquilo que eles gostam. Aqui na oficina estão os apaixonados por confeitaria e por cozinhar, já chegam com experiências de casa, da família, e podem desenvolver novas habilidades”, explica Suellen. 

“Cozinhar é uma arte para mim e a confeitaria uma grande paixão, que requer precisão, atenção e muito carinho. Conversando com as crianças hoje durante a oficina falamos sobre a importância de sempre preparar o melhor para as pessoas, eu cozinho todos os dias e sempre com amor, o tempero é especial”, frisa a voluntária Ana. 

Moda

As alunas  Melissa Luciano Silva e Gabriela Ayumi Fontes Ikeda, ambas com 12 anos, da EMEFI Maria Aparecida dos Santos Ronconi, no Jardim Jussara, começaram a participar do Decolar em fevereiro deste ano, após visita à sede do programa, no MIC (Museu Interativo de Ciências), e estão animadas com as oficinas semanais de Moda na Univap, no Urbanova. 

“Eu estou amando as aulas de moda, amei o lugar e as pessoas que vão fazer aula comigo, achei tudo incrível “, disse Melissa Luciano Silva. 

“Sempre gostei muito de desenhar, quando era mais nova desenhava várias roupas e até criei uma marca”, destaca a futura estilista. 

Segundo Gabriela, o desenho é um hobby desde a infância, assim como o sonho de ser estilista. “Desde bem pequena que eu quero ser estilista, surgiu essa oportunidade agora com o Decolar e eu não pude deixar de aproveitar”, destacou. 

Vem Decolar!

Realizado pela Prefeitura de São José dos Campos por meio da Secretaria de Educação e Cidadania, o programa Decolar conta atualmente com 225 alunos, do 6º ao 9º ano da rede de ensino municipal de São José.

O Decolar busca identificar, acompanhar e estimular o desenvolvimento do potencial dos alunos considerados dotados e talentosos da rede.

Os alunos escolhem as atividades conforme seus interesses e fazem um plano individual de trabalho. A partir desta programação, há ações e atividades semanais sempre no contraturno escolar.

Para fazer parte do Decolar, os estudantes com capacidade elevada são observados pelos professores da rede durante quatro anos (2º, 3º, 4º e 5º anos). Após esse período, passam por uma análise de dados e observação pela equipe de especialistas do programa.

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